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Alvaro Dias questiona Ministérios sobre a produção de nióbio no Brasil e o tamanho das nossas reservas

Alvaro Dias questiona Ministérios sobre a produção de nióbio no Brasil e o tamanho das nossas reservas

O senador Alvaro Dias protocolou, nos Ministérios das Minas e Energia e Desenvolvimento, Indústria e Comércio, solicitações para ter acesso à informação oficial sobre a política do governo federal para o nióbio, e a respeito da exploração das reservas deste mineral no Brasil. No requerimento, o senador destaca que o nióbio é um dos minerais mais cobiçados atualmente no mundo, e o nosso País detém a quase totalidade das reservas desse mineral. Informações não oficiais indicam que as reservas de nióbio do Brasil correspondem a aproximadamente 98% das reservas mundiais exploráveis, o que faz do País o grande produtor e exportador mundial de nióbio.

“Efetivamente o Brasil precisa conhecer e reconhecer sua relevância estratégica no mercado nacional e internacional de nióbio, para poder desenvolver uma competência capaz de permitir a produção de receitas reais, robustas e direcionar esses recursos ao financiamento de setores fundamentais para o desenvolvimento do Brasil, como é o caso da educação. Por este motivo, estamos requerendo ao Ministério informações fundamentais e estratégicas para o conhecimento do potencial do setor, bem como para o conhecimento da população brasileira”, justificou Alvaro Dias.

O nióbio é um mineral de grande importância econômica. É utilizado como material anticorrosivo, na fabricação de superligas, e no desenvolvimento e fabricação de supercondutores. O mineral é relevante para indústrias como as de armamento, nuclear, cibernética e espacial. Quantidades significativas de nióbio são utilizadas em superligas para fabricação de componentes de motores de jatos e outros equipamentos que necessitam de alta resistência à combustão. Na vida cotidiana, o nióbio está presente, por exemplo, na produção de aço inoxidável, nas ligas supercondutoras, nas cerâmicas eletrônicas, nas lentes de câmaras, e nos instrumentos cirúrgicos e óticos de precisão. Sua demanda está associada à fabricação de produtos de alta tecnologia e deve aumentar em todo o mundo.

Entre os questionamentos enviados por Alvaro Dias ao ministro Fernando Coelho Filho, estão:

→ Qual a produção anual de nióbio metálico e óxido de nióbio em cada reserva explorada? Qual o histórico de produção dos últimos 10 anos para cada reserva explorada? Quanto dessa produção é destinada ao consumo interno e para a exportação?

→ Existe reserva de nióbio na região de São Gabriel da Cachoeira, Estado do Amazonas, está sendo explorada? Está registrada? O registro está em nome de quem? Quem explora?

→ Existe reserva de nióbio na região de Presidente Figueiredo, Estado do Amazonas, está sendo explorada? Está registrada? O registro está em nome de quem? Quem explora?

→ Existe reserva não exploradas de nióbio no Estado de Roraima, na área destinada à reserva indígena Raposa Serra do Sol ou em outra região? Está registrada? O registro está em nome de quem? Está sendo explorada? Quem explora?

→ Existe reserva não explorada de nióbio no Estado de Rondônia, na Floresta Nacional do Jamari ou em outra região? Está registrada? O registro está em nome de quem? Está sendo explorada? Quem explora?

→ Quais as reservas de nióbio hoje identificadas no Brasil que são do conhecimento do Ministério de Minas e Energia? Onde estão localizadas? Qual a estimativa de produção de cada reserva?

→ O Brasil, em algum momento, elaborou uma Política para a exploração do nióbio? Qual a política está atualmente em vigor? Onde encontramos o conteúdo da mesma? Caso não tenha uma política, o Ministério de Minas e Energia pretende construir uma? Tem previsão para a conclusão? É importante ter uma política para bem aproveitar esse recurso mineral estratégico e finito?

E os questionamentos enviados ao ministro Marcos Vale:

→ Quantas toneladas de ferro-nióbio o Brasil exporta anualmente? Qual o histórico nos últimos 10 anos? Qual o valor anual das exportações de ferro-nióbio? Qual o histórico nos últimos 10 anos?

→ Quantas toneladas de óxido de nióbio o Brasil exporta anualmente? Qual o histórico nos últimos 10 anos? Qual o valor anual das exportações de óxido de nióbio? Qual o histórico nos últimos 10 anos?

→ Quantas toneladas de minério bruto utilizado para a produção de nióbio o Brasil exporta anualmente? Qual o histórico nos últimos 10 anos? Qual o valor anual das exportações desse minério bruto? Qual o histórico nos últimos 10 anos?

→ Quais os principais destinos da exportação brasileira de óxido de nióbio e ferro-nióbio? Qual o volume exportado para cada destino? Qual o histórico nos últimos 10 anos?

→ Quais os preços no mercado internacional do óxido de nióbio, do ferro-nióbio e do mineral bruto? A Bolsa de Metais de Londres ou outra estabelece os preços para esses produtos? Quem estabelece os preços para esses produtos no mercado internacional? Qual o histórico do preço do óxido de nióbio e de ferro-nióbio exportado pelo Brasil nos últimos 10 anos? Qual o preço do óxido de nióbio e do ferro-nióbio praticado atualmente nas exportações brasileiras?

 

18 comentários

  1. Dr. Enéas já avisa sobre exploração de nióbio por grandes multinacionais se informações deste mineral.

  2. É bom que se levante esses dados para se acabar de vez com o mito criado em torno desse mineral. O nióbio está entre os dez minerais mais comuns no planeta.
    A estória do nióbio serviu de base para o oportunismo de Enéas e tornou-se um OAX na web.

  3. Parabéns senador, precisamos utilizar a receita de impostos do nióbio, como no Canadá, para educação e saúde…

    • Trajano Gracia Neto

      E meio ambiente, como a desapropriação de áreas para unidades de conservação, ainda a estruturação e concurso público para pessoal nível auxiliar, médio e menor parte agora para nível superior.

  4. Dirceu aparecido da Silva

    Esperamos estás respostas também

  5. Jorge Augusto Ottoni Nobre de Oliveira

    Senador esta questão aflige a todos os homens de bem que sabem o quanto representa o Nióbio para qualquer pais do mundo ,que dirá o Brasil que detêm as maiores reservas. Perguntar ao ministério é um passo muito pequeno para uma riqueza tão grande desperdiçada. É fundamental formar uma base política com os homens da ciência , da industria e da exploração e determinar a produção de 100% deste material em território nacional. Exportar matéria prima que deter tecnologia natural é renunciar ao desenvolvimento das futuras gerações. Quem pode pagar o preço deste atraso? Vamos unir o Brasil no desenvolvimento de produtos a base do Nióbio e tudo será consequência deste trabalho

  6. Interessante essa matéria! Nunca tinha ouvido falar sobre esse metal que enriquece nosso solo brasileiro…agora, Senador, CONTAMOS COM MAIS ESSA PROTEÇÃO QUE ESTAMOS RECEBENDO ATRAVÉS DO SENHOR, para podermos PRESERVAR O QUE AINDA NÃO NOS ROUBARAM! MUITÍSSIMO OBRIGADA!

    • Ana Maria M. França

      Patricia C. Dwyer, Será que ainda nāo nos roubaram? A quadrilha instalada em nosso pais faz coisas do ärco do velha”

  7. Parabens,pela iniciativa,o problema é que a maioria das jazidas se encontram em areas indigenas.Preciaria mudar legslação.O que acho muito justo ,pois temos povos mais pobres morando em cima de uma riqueza.que poderia mudar a vida desta gente.E não me venham os ecochatos dizer que indio gosta de comer coquinho

  8. Parabéns. Senador, estamos necessitando urgentemente de crescimento em tecnologia, então se faz necessário criar Centro de Ensino e Pesquisa exclusivamente sobre o nióbio, devido ao futuro promissor em supercondutores, geração de enérgia na célula de combustível a hidrogênio, levitação magnética do trem bala e também do VLT, catalisadores e veículos com lataria mas leve e resistente.

  9. Parabéns, SENADOR!!! Precisamos realmente conhecer quem está se beneficiando do nióbio, nós os brasileiros que não estamos!!!!!

  10. Marcelo Paganotti Cunha

    Parabéns pela inciativa.

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