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Casa da Moeda tem sido espaço aberto para a corrupção e a incompetência administrativa, afirma Alvaro Dias

Casa da Moeda tem sido espaço aberto para a corrupção e a incompetência administrativa, afirma Alvaro Dias

O senador Alvaro Dias votou contra, na sessão desta quarta-feira (08/02), a medida provisória que autoriza o Banco Central a comprar sem licitação papel moeda e moeda metálica fabricados fora do país, por fornecedor estrangeiro. O senador contestou o argumento apresentado pelo governo para a urgência da medida, de que o Banco Central tem enfrentado dificuldades por causa de limitações técnicas e operacionais da Casa da Moeda. Para Alvaro Dias, além de não haver relevância ou urgência para a edição desta medida provisória, o problema da Casa da Moeda não é de falta de matéria-prima para a fabricação de papel moeda, mas sim de incompetência administrativa.

“A rotina é o desrespeito à Constituição. Em todos os governos, não há ineditismo, há uma reincidência. A reincidência é contumaz em relação ao desrespeito aos pressupostos básicos que admitem a utilização da medida provisória como instrumento para que o Executivo legisle em casos especiais, de urgência e relevância. A pergunta que se faz: Há relevância nesta matéria? Há urgência nesta matéria? Temos problemas com matéria-prima por acaso? É evidente que não. Temos sim a incompetência administrativa que, consagrada nos últimos anos, deixou rastros indelevelmente marcados na consciência da Nação brasileira. As dificuldades de funcionamento da Casa da Moeda atualmente são consequências da temerária gestão dos últimos anos”, disse o senador.

No Plenário, Alvaro Dias afirmou que a Casa da Moeda, nos últimos anos, transformou-se em um espaço aberto à corrupção. “Lembremos, por exemplo, do que ocorreu no conhecido mensalão. Neste episódio do escândalo mensalão, a Casa da Moeda foi um espaço de corrupção”, destacou o senador.

Desde o mensalão

Alvaro Dias lembrou que quando veio à público a agenda que a ex-secretária de Marcos Valério entregou ao Conselho de Ética da Câmara, o dirigente da estatal admitiu que teve sete encontros com Marcos Valério desde 2003. Segundo a listagem que o empresário entregou à Polícia Federal, foi repassado ao dirigente da Casa da Moeda o valor de R$ 2,676 milhões, entre agosto de 2003 e julho de 2004. “O que ocorre hoje exatamente é a consequência desses tempos tenebrosos de corrupção”, disse. O senador lembrou ainda que em meados de 2015, a Polícia Federal deflagrou a Operação Vícios, que teve como alvo fraude em contrato referente à implantação do sistema de controle de produção de bebidas, que compete à Casa da Moeda. Em meados de 2016, a Polícia Federal deflagrou a Operação Esfinge, um desdobramento da Operação Vícios. Estima-se que, em propinas, o grupo movimentou cerca de R$ 70 milhões.

“Recordei esses fatos exatamente porque justificam a necessidade dessa urgência de se adotar, através de medida provisória, providências que permitam à Casa da Moeda cumprir o seu papel no atual governo. Efetivamente não é de se estranhar que a Casa da Moeda esteja com problemas para produzir coisas básicas, como passaportes, conforme ocorreu no final do ano passado. Essa foi uma das questões suscitadas recentemente. A corrupção, além de dar prejuízo aos brasileiros, não permite o funcionamento competente da Casa da Moeda, complementa o dano, ao fazer com que a máquina pública movimente-se para aprovar uma medida provisória que seria dispensável, porque desnecessária”, concluiu o senador.

6 comentários

  1. Waldir Antonio Fernandes Altieri

    Sr. Alvaro Dias
    Nota-se que o Senado Brasileiro é autêntico palco teatral aonde os artistas desenvolvem papeis curiosos, humoristas, artistas fenomenais da representatividade demagoga e ainda mais aqueles que fazem o papel de honestidade e comporta-se de maneira completamente contrária e ausente de verdade.
    Vejo que o ambiente in totum do Senado é corrompido porque durante 14 anos tivemos essa atividade sobre os senadores que fizeram deste pais o mais corrupto senso de representação eleitoral.
    Em primeiro lugar a aprovação de 36 partidos políticos que são verdadeiras casas de lenocínio e nada atende as necessidades do povo.
    Em segundo lugar os senadores permitirem que durante tantos anos indivíduos como Sarney, Renan. etc., etc.que é do seu conhecimento fizeram desta casa o seu enriquecimento ilícito e funesto e o povo que elegeu estas fantásticas criaturas até hoje vive na miséria pronunciada e real.
    E hoje temos mais um na presidência desta casa do nordeste e também já conjugado a denúncias criminosas.
    Portanto assisti sua presença na Tribuna no último dia 8, sobre a Casa da Moeda.
    E a sua perspectiva corruptiva será contínua e aprovada.
    Não tem mais jeito.
    Não tem mais democracia.
    E sinto que o sistema fundado pelo PT é a ROUBOCRACIA AONDE PREPONDERA O CONSCIENTE ATO DE ROUBAR E MANTER O PODER.

    Parabenizo pelo conceito transmitido de sua pronuncia mas infelizmente isso nada adianta.
    o Brasil ficou exterminado e sem vivência política social e administrativa.
    Os setores todos estão carcomidos pela negatividade e negociatas indispensáveis ao cretinoide que são eleitos.
    e A NOSSA CONSTITUIÇÃO FEDERATIVA VIROU GIBI.

  2. A Verdade será exposta II

    O Durante muitos anos o Banco Central foi parceiro da Casa da Moeda, sempre antecipando suas previsões de compras, muitas vezes com seis meses de antecedência, o que permitia a CMB preparar a compra de insumos e materiais de reposição para o exercício seguinte. Nos últimos anos essa “parceria” não vinha sendo efetivada, com o BACEM não mais passando suas previsões de demanda para o ano seguinte, como também demorando a firmar contrato, só assinando no inicio do exercício, trazendo para a CMB muitas dificuldades para conseguir efetivar suas compras, afim de cumprir o cronograma. Mesmo assim, no exercício passado, com todo o esforço dos funcionários, depois de muita luta o cronograma foi cumprido antes do prazo estipulado.

  3. A Verdade será exposta

    Excelentíssimo Senador, há verdades e inverdades, pelo menos informações incompletas assim digamos, sobre o escrito e a votação dessa MP que agorã será Lei.

    Primeiramente a parte da gestão administrativa tem sido a revelia, cargos estratégicos cedidos para pessoas sem compromisso com a Instituição, que tomam decisões totalmente descabidas e sem nexo. Um exemplo, é o tipo de licitação de menor preço para compra de peças de maquinario importado, extremamente específico e de altíssimo valor. Caso um insumo de qualidade inferior seja ui ligado, somente por ser mais barato, pode causar danos gravíssimos à máquina, resultando em um processo custoso e demorado de reparo. É o que vem acontecendo cm diversas máquinas e processos na CMB.
    Há também uma questão política muito forte, em tentar desestabilizar e prejudicar o nome e imagem dessa Empresa Pública que sempre deu lucros e repassa dividendos ao Governo, por meio do Tesouro, que é vender notícias negativas.

    O Banco Central tem por obrigação enviar um planejamento, um programa de pedidos antecipadamente, pois o produto ali fabricado não é usual. A CMB possui um dos parques fabris mais modernos do mundo. Mas não tem sido assim: o último Contrato fora assindo em março de 2016 e a CMB vi há solicitando o envio do planejamento, que só ocorreu em meados de agosto pelo Banco.

    Com isso, pensaria que pudesse atrapalhar a CMB, mas com vontade inimaginável conseguiu entregar tudo antes do natal, o que é um prêmio devido ao curtíssimo espaço de tempo. A quem interessaria manchar a imagem da CMB, evidenciando uma não entrega ou atraso, totalmente por culpa do envio de pedidos tardios pelo Banco Central?

    Ainda vem mais coisas a serem reveladas.

    • Ana Amélia dos santos

      Teve uma agenda de sucateamento na Casa da Moeda, a gestão anterior cumpriu rigorosamente todos os passos pra fazê-la deficitária.a primeira delas, foi restrutura-lá, trocou toda a gerência especializada e experiente por recém contratados em concursos públicos que mediam somente raciocínio lógico, ou seja esses recém concursados rezaram na cartilha da nova direção. 2 medida, cancelaram todos os contratos de produção de da empresa., perdemos mais de 15 produtos que fabricávamos, repentinamente. Ficamos somente com clientes Banco Central, Polícia federal e uma meia dúzia que não sustentavam a empresa. A 3 medida , começaram a endividar a empresa com gastos com contratação de muitos assessores, de 6 assessores pulamos pra mais de 40, Ou seja, virou cabide de emprego pra os coleguinhas. 4 medida, compraram prédio no Flamengo, fizeram diversas obras na empresa com gastos desnecessários, cortaram todos os contatos de manutenção de maquinaria sofisticados. 5medida, aumentaram os salários de toda categoria, aumentando o custo da folha de pagamento. E para fechar o caixão, perdemos o sistema de rastreamento se selos de bebidas, que deixava a empresa com folga financeira. Essa perda foi provocada pela direção da empresa, criminalizaram os empregados da empresa e que a Polícia Federal , não consegui encontrar prova alguma sobre os mesmos. Mais uma vez , destruíram todos as reservas financeiras da empresa. Além de não receber nenhuma solicitação de exportação de cédulas e moedas pra diversos países que nós procuram pra atende-los. Enfim, conseguiram deixá-la deficitária. E esse pecado foi cometido, em uma presa com 320 anos de história que pertence a sociedade brasileira e não aos gestores e políticos que fazem o que querem com as instituições do Brasil. Sem contar que ofereceram cargos com salários altos para os membros do sindicato, para eles se filiarem a eles. Enfim, Não foi a corrupção que terminou com a empresa, foram os gestores que arruinaram, vieram com essa função. Destruir o patrimônio público pra vendê-las pra grupos internacionais.

  4. José dos Santos Barbosa

    Sr.Senador, fui Presidente da CMB no período de 09/2005 a 08/2008 e concordo plenamente com a suas colocações. Gestões incompetentes e descompromissadas com o ESPÍRITO MOEDEIRO e a coisa publica, preenchendo cargos leiloados na política, levaram a CMB a amargar diversos escândalos.Sou servidor publico, aposentado do Banco Central onde fui chefe do Departamento do Meio Circulante, maior cliente da CMB. Fui exonerado porque fiz uma gestão séria, reduzi o preço do papel fiduciário e das tintas. Moro em Manilha, Itaborai-RJ em uma humilde casa inacabada. Aos 64 anos tive que arranjar trabalho para melhorar as condições de minha família. Em 2008, ainda presidindo a CMB e sob forte pressão, tive um enfarto que me obrigou a colocar 3 stentsnas arartérias do coração. Mesmo assim foi um prazer e uma honra ter Presidido a Casa da Moeda do Brasil.obrigado.

  5. Exatamente, gente competente e vontade de trabalhar tem, mas o engessamento dá máquina pública dificulta….

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