Alvaro Dias protesta contra passagens caras e inoperância da Gol

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O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) denunciou, esta segunda-feira (07/10), em pronunciamento da tribuna, a cobrança de altos valores pelas passagens aéreas e protestou contra a “inoperância” da Gol. O parlamentar relatou que, no domingo (06/10), teve um voo cancelado em cima da hora de Belo Horizonte (MG) para Brasília (DF), pela companhia, o que resultou em transtorno para ele e diversos passageiros, que ficaram sem opções para viajar.

“A Gol cancela voo em cima da hora, sem avisar ninguém. Aí oferece como alternativa o dia seguinte: ‘Ah, temos um voo para amanhã, às 13 horas. Se não serve, tem um voo hoje à noite, até Goiânia, e depois, de ônibus, até Brasília’. E os passageiros enfileirados, aguardando alternativas e mal atendidos, com dois ou três funcionários no balcão para atendê-los, como se estivessem lá à disposição da Gol, como se não tivessem os seus compromissos, os seus afazeres. É a Gol arruinando o domingo de muita gente”, reclamou.

O líder do Podemos criticou o custo alto das passagens e a cobrança pelo transporte de bagagens. “As nossas companhias aéreas cobram cada vez mais caro. As passagens estão cada vez mais caras. Agora cobram também pelas bagagens. O Senado derrubou, por intermédio de projeto, mas o governo vetou e o Congresso manteve o veto do presidente. Portanto, as companhias aéreas cobram cada vez mais caro, os aviões estão cada vez mais lotados e o desrespeito cada vez mais irritante, revoltante”, protestou o senador.

Para o parlamentar, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela regulação do setor aéreo, precisa ser mais atuante. “E eu pergunto: Onde está a Anac? Nós aqui votamos, constantemente, os nomes que são indicados pelo Executivo para a agência reguladora e, muitas vezes, nos apercebemos de que há, no ato de nomear, um ato de natureza político-partidária. É aquela história das indicações, do apadrinhamento, que substitui, muitas vezes, a qualificação técnica, imprescindível em setores essenciais para a população”, assinalou.

No discurso, o senador pelo Paraná questionou ainda a lentidão do governo para realizar as reformas necessárias para o país, como a reforma tributária e o ajuste fiscal. “Estamos em outubro e apenas a mal-ajambrada reforma da Previdência está sendo concluída, não integralmente, mas uma reforma ainda insuficiente, que exclui Estados e Municípios, e que realmente provoca uma grande satisfação por tratar-se de uma reforma de muito sacrifício para a maioria da população trabalhadora do país”, reforçou.