segunda-feira, 11 dezembro , 2017

Gestão Pública com qualidade totalInvestimento nas cidadesObras para o Brasil e para o ParanáCiência e tecnologiaIndustria forteTurismoTransformação do campo
Ao tomar posse, em março de 87, o Governador Alvaro Dias deu início à obra maior de sua gestão: a Reforma Administrativa, assentada sobre os fundamentos da austeridade, da moralidade pública e da busca permanente do grau máximo de eficiência na prestação dos serviços públicos. Moralizada e modernizada, a administração tornou-se muito mais racional e econômica. Foi essa Reforma que resultou na extinção de Secretarias, órgãos e departamentos supérfluos; na venda de imóveis e veículos desnecessários; na demissão de funcionários fantasmas e no combate à corrupção. Punições administrativas e ações penais foram efetuadas. Um novo comportamento administrativo que fez o Estado economizar cem milhões de dólares na batalha judicial da Usina de Segredo e impetrar ações contra os grandes devedores do Paraná, que ninguém tivera a ousadia de tocar. A máquina administrativa manteve-se rigorosamente enxuta – o quadro de pessoal ativo da administração direta e das autarquias foi menor que o de 1987 – um fato inédito na história da Administração Pública Paranaense. O Paraná apresentou as finanças públicas totalmente saneadas. O compromisso com seus servidores integralmente cumpridos. O déficit público superado.
O início do Governo Alvaro Dias foi criada a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, com o objetivo de reequipar e organizar as cidades para progredirem sem problemas ambientais. O Programa Estadual de Desenvolvimento Urbano nasceu para regionalizar os meios e recursos necessários ao desenvolvimento das cidades paranaenses. Tratou-se do maior programa de desenvolvimento urbano em realizações na América Latina que, em cinco anos, que aplicou 210,2 milhões de dólares em obras de grande importância para todos os municípios do Paraná. Os recursos foram conquistados junto ao Banco Mundial. O Governo cumpriu a etapa de promover o aperfeiçoamento do sistema administrativo e de gerenciamento financeiro de 235 municípios. Tornou fácil planejar, programar, financiar e executar as obras. Foi o início da implantação de uma base sólida para o moderno desenvolvimento urbano, que reforça a autonomia municipal e serviu de apoio ao crescimento descentralizado da indústria, do complexo agroindustrial, do comércio e dos serviços. A partir da nova política de desenvolvimento urbano, foram concluídas 1.668 obras, em 299 municípios. O Projeto Cura Litoral realizou 85 obras de construção de terminais rodoviários, ginásios, quadras de esportes, pavimentação, pontes e praças em todos os municípios litorâneos.
A Usina de Segredo, símbolo da obra maior da moralidade pública, levou o Governo a lutar sem tréguas contra empreiteiros inescrupulosos, em defesa do direito de pagar o preço justo pela sua construção. Com esta atitude, milhões de dólares do dinheiro do povo foram economizados. Dois terços desta obra foram concluídos. E os recursos financeiros para a sua continuação, assegurados. Graças à sua saúde financeira, a COPEL pôde assinar contrato com o BID: Banco Internacional de Desenvolvimento – no valor de 136 milhões de dólares, para dar seqüência às obras de Segredo. No governo, o consumo aumentou em 24,8% e chegou aos 10,5 bilhões de quilowatts hora por ano. Quem deseja crescer, precisa de energia. Portanto, no pode abandonar projetos promissores de utilização de novas fontes. A consciência desse fato levou o Governo Alvaro Dias disposição de lutar para que o Projeto Usina do Xisto, em São Mateus do Sul, não fosse paralisado pelo Governo Federal. Mais do que uma vitória política, a continuação do Projeto do Xisto foi uma importante vitória econômica para o país. Do Xisto se extrai o petróleo. Com a entrada em operação do módulo industrial, o Paraná passou produzir 3.870 barris de petróleo por dia. A Ferroeste – ferrovia ligou Guaíra ao Porto de Paranaguá – em apenas quatro anos deixou de ser um sonho. Foram destinados 40,6 milhões de dólares, previstos pelo oramento plurianual da União; e mais 35 milhões de dólares previstos pelo orçamento estadual. A Ferrovia corta algumas das principais regiões produtoras do Paraná e atingindo ainda o Mato Grosso do Sul e o Paraguai, o que propiciou importante fator de estímulo à atividade produtiva. Com toda certeza, ela trouxe benefícios de grande importância, como a economia de combustível; transporte 75% mais barato do que o rodoviário; estradas melhor conservadas; condições propícias para o desenvolvimento da agroindústria e maior racionalização no uso da capacidade instalada de armazenagem.
Para enfrentar o desafio de promover o desenvolvimento econômico moderno era preciso mais do que investir em obras físicas de infra-estrutura. Era preciso investir na formação de mais talentos, que ampliassem o patrimônio estadual de conhecimento, tecnologia e criatividade. O Paraná ingressou na década de 90 como um dos Estados que mais investiram em educação e pesquisa no país. Ampliando a universidade gratuita, realizou importantes obras de ampliação em todas as unidades estaduais de ensino superior e implantou duas novas Universidades: a Unioeste e a Unicentro. Os recursos garantidos ao fomento da pesquisa no Paraná foram 4 vezes superior à média brasileira. Com isso, o Paraná chegou à auto-suficiência na produção de vacina tríplice, por exemplo. O Instituto de Tecnologia do Paraná foi equipado para produzir 35 milhões de doses por ano. Ensino superior. Pesquisa científica e tecnológica. Capacidade de promover desenvolvimento adequado à realidade.
Dotado de poderosa infra-estrutura para crescer e progredir em direção à modernidade, e situado no epicentro de um gigantesco mercado de milhões de consumidores, o Paraná precisava de investimentos para expandir e dimensionar seu parque industrial. O Governo Alvaro Dias investiu 583,1 milhões de dólares (o equivalente hoje a mais de US$ 1 bilhão) para estimular o crescimento e a modernização da indústria no Paraná. Realizou 11.270 operações de crédito que beneficiaram empreendimentos localizados em 254 municípios paranaenses. O ramo metal-mecânico foi o líder em número de operações, com destaque para a fabricação de peças usinadas de precisão, refrigeradores e freezers e peças fundidas para a indústria automobilística. O ramo papeleiro manteve o seu dinamismo, absorvendo boa parte dos financiamentos realizados pelo antigo Badep – Banco de Desenvolvimento do Paraná e registrando um crescimento acima da média nacional na produção de pasta mecânica. Na produção de papel de embalagem, consolidou a posição de primeiro produtor nacional. Além disso, tornou-se o segundo produtor de celulose de fibra longa e, à época, o único produtor de papel de imprensa do país. O ramo têxtil também manteve seu ritmo de expansão, estimulado pelos financiamentos do Badep, que se estenderam ao setor cooperativista, beneficiando modernas fábricas de laticínios, maltearias e produtoras de óleos vegetais. Recursos foram aplicados em apoio técnico e financeiro a pequenos produtores rurais, beneficiando 45 mil famílias de paranaenses com alternativas de subsistência e geração de renda. Ao todo, a partir dos projetos de financiamento apoiados pelo Governo Alvaro Dias, foram criadas 26 mil novas oportunidades de empregos diretos e promoveu-se um crescimento de 179 milhões de dólares anuais na arrecadação de ICMS.
O desafio das cidades também inclui o desenvolvimento do setor de prestação de serviços. E nele, graças às belezas naturais e posição geográfica do Paraná, o Turismo adquire especial importância, gerando volumes sempre crescentes de emprego e arrecadação. Além de promover em todo o país as atrações turísticas do Paraná, o Governo Alvaro Dias foi responsável pela realização de duas grandes obras de estímulo ao setor: o Centro de Convenções de Curitiba e o Centro de Convenções de Foz do Iguaçu. Alternativa de receita e instrumento de crescimento econômico indispensável a uma cidade como Curitiba, o Centro de Convenções, com 8.200 metros quadrados de área construída e capacidade para receber 1.500 pessoas, foi a resposta do Governo a uma das mais antigas reivindicações da comunidade ligada ao turismo. Ao mesmo tempo, foi construído o Centro de Convenções de Foz do Iguaçu, com 32 mil metros quadrados. Com isso, a receita proveniente do turismo duplicou, passando de 590 milhões para 1 bilhão de dólares anuais, à época. Foi dessa forma, semeando obras de saneamento básico, captação e distribuição de água, geração e distribuição de energia elétrica, estradas e ferrovias, universidades e laboratórios de ciência e tecnologia, indústrias e centros de convenções, que o Governo Alvaro Dias enfrentou o desafio de promover o desenvolvimento das cidades paranaenses, assegurando melhor qualidade de vida para a população urbana do Estado.
Em quatro anos, o Governo Alvaro Dias investiu 350 milhões de dólares, valores à época, para realizar mais do que o dobro de tudo o que já havia sido feito para a agricultura do Paraná. 78.134 hectares de terra foram incorporados ao processo produtivo, através do Programa de Irrigação e Drenagem, que beneficiou 10 mil produtoras de arroz, olerícolas e pastagens. A erosão hídrica, que ocasionava a perda anual de 160 milhões de toneladas de terra produtiva e um prejuízo de 270 milhões de dólares (valores à época), foi estancada com o estímulo dado pelo Governo ao Programa de Manejo Integrado dos Solos e das Águas. Grande destaque no elenco de projetos do “Paraná Rural”, que a FAO considerou exemplo para o mundo, este Programa permitiu o trabalho de conservação do solo em 1.300 microbacias hidrográficas, cobrindo uma área de 3.200.000 hectares, em benefício de 103 mil produtores.