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BNDES




                     m 1999, o senador Alvaro Dias apresentou um projeto para destinar
                E22% do total de recursos gerenciados pelo BNDES à agroindústria.
                Nessa época, o banco ainda era famoso pelo seu caráter social, mas,
                com o passar do tempo, foi deixando isso de lado e focando seus
                interesses no exterior, em operações cheias de sigilo. Desde 2005, o
                senador tenta abrir essa caixa-preta.


                                                                                          Geraldo Magela/Agência Senado
                Por que o BNDES não
                  investe no Brasil?

               Os inves  mentos do BNDES devem prio-
               rizar o Brasil, afi rmou, em 30/01/2006,
               o senador Alvaro Dias, no plenário. O se-
               nador disse que a “generosidade do go-
               verno brasileiro” faz com que o BNDES
               invista mais em obras de outros países
               da América La  na do que no próprio
               Brasil.
               Alvaro Dias informou que, por meio do
               BNDES, o governo Lula inves  rá,  até
               2007, US$ 3 bilhões para fi nanciar obras
               no exterior, como a hidrelétrica da Chi-
               na; os metrôs de San  ago e Caracas e
               as estradas da Bolívia. “O BNDES deve
               alavancar a infraestrutura e o desenvol-
               vimento econômico de nosso país com
               jus  ça social. Infelizmente isso não vem   Alvaro Dias pede investigação de
               ocorrendo”, protestou o senador.
                                                    empréstimos do BNDES ao exterior
                País sem infraestrutura             Da Redação | 30/09/2005

               O senador Alvaro Dias voltou, em     O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) comunicou em plenário
               25/06/2008, a alertar em plenário para   que solicitou auditoria sobre os empréstimos do BNDES
               a necessidade de inves  mentos em in-  para obras em outros países. Ele alertou que entre esses em-
               fraestrutura no Brasil, sob pena de in-  preendimentos fi nanciados pelo banco está a ponte que liga
               viabilizar o crescimento econômico de   o Brasil ao Peru, conhecida como estrada do Pacífi co. A obra
               forma irremediável. Os recursos para   é uma das que apresentaram indícios de superfaturamento,
               transporte, energia elétrica e sanea-  de acordo com relatório apresentado pelo TCU.
               mento foram reduzidos
                                                    Os empréstimos do BNDES para obras no exterior chegam a
               Enquanto isso, o BNDES tem empres-   quase U$ 3 milhões, de acordo com o senador.  No relatório
               tado valores signifi ca  vos a outros   do TCU, quase 85% das obras apresentam irregularidades.
               países, como o recente emprés  mo de
               US$ 1,750 bilhão a Angola. “Não esta-
               mos em condições de fazer cortesia a                  E a auditoria?
               outros países diante deste cenário de   Como o primeiro requerimento não foi aprovado, o senador
               caos”, analisou Alvaro Dias.         Alvaro Dias apresentou novamente, em 30/06/2008, novo pe-
                                  Vanderlei Almeida/AFP Veja  dido de auditoria do TCU nos empréstimos concedidos pelo
                                                    BNDES a países estrangeiros. “O que estamos pretendendo é
                                                    conhecer os critérios adotados para a concretização da trans-
                                                    ferência desses recursos. São bilhões de dólares que poderiam
                                                    estar sendo aplicados no Brasil, gerando emprego, renda, re-
                                                    ceita pública e são destinados a gerar empregos em outros paí-
                                                    ses. Se estivéssemos vivendo no paraíso, em matéria de cres-
                                                    cimento econômico, de oferta de oportunidade de trabalho e
                                                    vida digna aos brasileiros, sem dúvida, até o nosso sentimento
                                                    cristão nos levaria a contribuir para que outros povos pudes-
                                                    sem viver melhor”, disse.

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