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O professor titular e coorde- A professora Guiomar Namo
nador do Centro de Políticas de Mello defendeu medidas
Públicas do INSPER (Instituto de gestão e a dedicação ex-
de Ensino e Pesquisa), Naér- clusiva dos professores: “Se
cio Menezes Filho, criticou, conseguíssemos ter professo-
durante a audiência pública, res trabalhando durante todo
os critérios que têm sido usa- o tempo numa única escola,
dos pelo governo para avaliar com uma base nacional cla-
alunos, argumentando que a única forma de ra, acho que avançaríamos. Precisamos de
combater a pobreza e distribuir renda é igua- gestões que organizem as escolas”, disse. A
lar a qualidade de educação das escolas pú- educadora criticou também, na audiência, o
blicas e privadas. Segundo o professor, só au- excesso de lobbies do setor educacional: “É
mentar gastos não signifi ca que a educação vá importante que, no Brasil, o fruto das discus-
melhorar no país: “Há municípios que gastam sões do setor educacional esteja imune às
duas vezes mais do que outros e não apre- pressões corporativas e ideológicas. Também
sentam notas maiores no Ideb. O foco tem tenho medo de um programa como este fi car
que estar no aprendizado e na valorização do na mão do governo. Acho que o governo de-
professor. O que precisamos é de medidas de veria ser parceiro, mas não aquele que retém
gestão com famílias que motivem, além de di- o dinheiro. O dinheiro da educação fi ca na
retores e professores que criem um clima de mão do Ministério da Educação, e ele tem am-
aprendizado.”, disse. pla tendência a manipular o dinheiro”.
“O PNE deve ser também um Estatuto de
Responsabilidade Educacional com a
previsão de responsabilização e
penalização dos gestores que não
cumprirem as metas que vão regular o
setor educacional nos próximos 10 anos.
O PNE não pode ser apenas um tratado
de intenções, que não será executado,
sob pena de estarmos apresentando à
sociedade brasileira um Plano que nada
mais é do que uma farsa”
Alvaro Dias
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