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A presidente da União Nacio- sociedade; é uma ação conjunta dos municí-
nal dos Dirigentes Municipais pios, estados e governo Federal, do setor priva-
de Educação (Undime), Cleuza do e das entidades da sociedade civil”.
Rodrigues Repulho, disse, du- José Henrique enumerou avanços no setor
rante a audiência pública, que educacional que, segundo ele, aconteceram
o fi nanciamento da creche e da nos últimos anos, principalmente por causa
educação infantil é o grande de- dos sistemas nacionais de avaliação, como
safi o da educação, pois deman- o Enem, mas disse que o desafi o de alcançar
da um maior volume de recursos. A difi culdade, metas do PNE ainda é grande: “Em relação à
segundo a presidente da Undime , impacta a va- educação infantil, de zero a três anos, nós que-
lorização dos professores e faz com que a carreira remos chegar a 50% de cobertura. Hoje esta-
deixe de ser atrativa: “Hoje mais de 43% dos pro- mos com 21,2%. Na educação profi ssional, o
fessores da educação infantil não têm formação desafi o é maior porque queremos triplicar as
específi ca na área. Há prefeitos que pagam R$ matrículas”.
10 mil para um médico, mas não pagam R$ 1,6
mil de piso salarial para o professor”, ponderou.
“Não é possível avançar em
educação sem a valorização
A presidente da Undime também defendeu o in-
vestimento de 10% do PIB em educação e a ne- dos profi ssionais da educação
cessidade de pactuar as responsabilidades entre e o investimento em educação
os entes federados. pública”, disse a representan-
te do Conselho Nacional de
Secretários de Educação (Con-
Além de reivindicar mais recursos
da União para a educação bási- sed), Leuzinete Pereira da Silva,
ca, o representante do Conselho durante a audiência pública. Para ela, um dos
Nacional de Educação (CNE), grandes desafi os da educação pública é fazer
conselheiro Luiz Dourado, de- uma sintonia entre a educação superior e a bási-
fendeu a criação de um fundo ca: “Os professores precisam ser formados para,
nacional para fi nanciamento do de fato, atuar na realidade da escola brasileira.
setor. Há, às vezes, dissonância entre o ensino supe-
rior, os conteúdos curriculares e o que, de fato,
“Precisamos praticamente duplicar o ensino mé-
dio, mas precisamos fazê-lo com qualidade. E a a escola precisa obter. Mas as metas do PNE
qualidade da educação requer efetivação de polí- sinalizam na direção da justiça social”. Leuzi-
ticas em sintonia com a realidade social do nosso nete também lembrou que o Brasil ocupa um
País”, disse. dos últimos lugares no ranking mundial de gasto
médio por aluno na educação.
Durante a audiência, Luiz Dourado também se de-
clarou favorável à adoção de metas intermediárias
e de uma política de articulação dos planos nacio-
nal, estaduais, distritais e municipais de educação.
“Isso articulado a uma concepção de avaliação for-
mativa, indutora do desenvolvimento institucional
e de melhoria de aprendizagem”, acrescentou.
O secretário-executivo do
Ministério da Educação, José
Henrique Paim, defendeu uma
união de esforços para o cum-
primento das metas do PNE:
“O Plano Nacional de Educa-
ção é um desafi o para toda a
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